Friday, July 03, 2009

O pedido


Dando continuidade a minha semana freak, vou contar uma coisa que aconteceu meses depois quando ainda morava em Kawajima. Naquela época ainda trabalhava no laboratório da NDK. Eu estava no turno noturno naquela semana. Cheguei em casa umas oito da manhã. Tomei banho, comi um lanche e já passava do meio dia quando eu fui dormir. Eu lembro de ter deitado e dormido em seguida. Não me recordo o tempo mas abri os olhos depois de algumas horas de sono e com o barulho da tv ligada na sala. Eu lembro que nesse dia estava só eu e minha mãe em casa. Meu pai estava trabalhando e minha irmã deveria estar no colégio.


Abri os olhos querendo saber quantas horas haviam passado pois tinha a impressão de que não tinha descansado nada. Levante-me, fui ao banheiro, minha mãe estava na sala assistindo tv e ao me ver, colocou os fones de ouvido achando que tinha me acordado por causa do barulho. Deitei novamente. Lembro que quando estava quase pegando no sono, eu senti ( para meu completo terror ) uma mão em cima da minha perna. Era outono e já fazia frio.Estava com um edredon grosso de inverno. Senti de novo e dessa vez mais forte. Parecia que tinha mesmo alguém ali. O ser humano esta habituado a querer achar respostas coerentes e racionais pra certas coisas mesmo quando elas parecem não ter explicação. Eu sabia que ninguém além da minha mãe e eu estava em casa e eu tinha acabado de voltar do banheiro. Sabia que não era minha mãe porque a mão que eu senti pressionar minha perna duas vezes, era pequena. Eu logo quis achar uma explicação razoável mas não tive muito tempo pra pensar. Dessa vez senti um puxão no cobertor na parte de baixo. Lá no meu pé.Sabe aquela velha história de que o fantasma vem puxar teu pé a noite? Eu tava quase achando que aquilo era sério mesmo.


Já estava desesperado a essa altura e quase pedindo socorro quando pra piorar tudo, senti a parte onde estava meu pé, afundar como se alguém estivesse pisando ali. A gente age por instinto e puxei meus pés na mesma hora. Fiquei encolhido em forma fetal por um tempo. Aos poucos eu fui dizendo pra mim mesmo que era um sonho ou minha imaginação. Precisava dormir de qualquer jeito. Tinha que ir trabalhar a noite. Estiquei as pernas e mais calmo tentei dormir. Tentei né, porque em seguida, bem pertinho, mas muito próximo da minha orelha, eu escutei claramente uma criança dizer em japonês - Okasan ni aitai. Okasan no tokoroo ni ikitai - Traduzindo < Quero ver minha mãe, quero ir até minha mãe > . Foi de novo tão de repente que eu achei que meu coração ia sair pela boca. Levantei-me na mesma hora e não dormi mais. Eram quase seis da tarde. O bom de tudo isso, é que na maioria das vezes a minha mãe estava presente em casa e ela é minha testemunha.


Estava na mesa da cozinha conversando com ela, e já estava arrumado pra sair quando chegou em casa uma amiga japonesa da minha mãe. Ela veio contar uma coisa que me deixou abalado e minha mãe mais ainda. Kawajima significa, KawaRIO e JimaCidade. Essa cidade tinha muitos rios quando foi construida. E restou apenas o maior de todos. E a amiga da minha mãe estava contando que a policia tinha achado naquela manhã, o corpo de uma menina de aproximadamente 5 anos de idade no rio perto de casa. Paraaa tdoo! Eu e minha mãe trocamos olhares de espanto na hora. Eu estava pasmo. Nem queria mais ir trabalhar. Não contamos isso pra amiga da minha mãe porque não queria que ela me achasse maluco ou coisa parecida. Eu fui pro trabalho mas não fiz quase nada a noite toda. Estava pensando em procurar ajuda de gente que entendia do assunto. Não pude ajudar a garotinha se é que tenha sido ela que me procurou dizendo que queria ver a mãe.


Eu não consigo enxergá-los. Apenas sinto-os e ouço-os. Não tenho o dom da visão. Graças a Deus.

Acho que eu não ia suportar......só teve uma única vez que consegui vê-los. E quando aconteceu, foi uma fração de segundos e três de uma só vez; mas isso é assunto pro post seguinte......

4 comments:

Pensadora Compulsiva said...

Oi Leo!
Já passei por coisa parecida. Estava deitada, virada para parede e senti uma mão gelada em meu ombro, tipo me chamando pra virar pro outro lado... era de madrugada e não tinha mais ninguém no meu quarto. Na mesma hora eu virei e olhei (muito assustada e preparada para gritar) e não vi nem ouvi nada, graças a Deus! Aí não consegui mais dormir...
Obrigada por me adicionar!
Adoro seu Blog!!

Farofa de Batata =] said...

Suilad Leo!!!
POxa vida mas vc quer td pra vc hein?
Fazer viagem astral, mediunidade rs....mas me parece claro uma coisa, vc nestas duas situações foi chamado a ajudar pessoas, talvez vc não se lembre mas já tenha feito isso antes, e estejam cobrando sua volta...

Fugir é sempre uma alternativa, mas vc pode ter a sensação de que nunca será pleno, encarar? Não é trabalho fácil, mas pode ser mto gratificante pra sua evolução e satisfação pessoal...pense nisso...

Aguardo vc no msn pra passar mais infos ^^ Faz uma forcinha e entra hehehe

Bom resto de domingo...e ótima segunda.....

Miquilisssss
Bru

Farofa de Batata =] said...

P.s baixa esses livros aki e leia:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2411&mode=thread&order=0&thold=0

O wagner é um dos caras se não o cara que mais entende de viagem astral do Brasil, eu vou mto ao espaço dele, ele faz viagens astrais diariamente, depois me conta o q axou, o resto do site eh mtooooo bom!

Miquilissssss
Bru

Farofa de Batata said...

Na verdade, sobre os matsuris, não...não uso kimono. Eu participo de um grupo de danças gregas, e nas festas aqui, eles convidam grupos de várias nacionalidades, o que acaba tornando praticamente uma festa das nações (aliás, acabei de voltar de uma assim...a da cerejeires que comentei ;) ).
Minha ligação com o oriente acontecia muito quando eu era pequena...eu dizia q casaria com um japonês, era louca pela bairro da Liberdade, e sempre amei a culinária, hehehe.
O mais engraçado é que, apesar do cabelo toooodo encaracolado, olhos enormes e estrutura de corpo totalmente diferente, quando era pequena, sempre perguntavam se eu era mestiça (meu pai amava ¬¬ :P ).
Outra ligação atual...estou me tornando budista (já deve ter ouvido falar por aí da Soka GakKai).
Sobre seu post, mais uma vez te entendo.Certa vez (quando era bem pequena) eu senti uma mão segurando a minha logo que deitei para dormir. REsultado? Até hj durmo com a mão debaixo do meu corpo, o que me causa transtornos...acordo sempre com a mão dormente :P
Se tiver orkut, me add pra olhar as fotos do grupo de dança ;)

Beijos e bom começo de semana :)

Cinthia